Documentos elaborados pela Rede Ecovida


Sobre a Rede Ecovida de Agroecologia

Rede Ecovida de Agroecologia. Se é uma Rede, é um espaço de conexão, de interação. No caso da Ecovida, entre diferentes trabalhos cujo foco é a Agroecologia. Quando falamos em REDE estamos nos referindo à imagem de uma rede de pesca ou de uma teia de aranha. Constituída de linhas e nós. Os nós são todos que participam. As linhas são as interações que ocorrem entre aqueles que participam.

Caderno Ecovida

Este caderno foi elaborado e discutido com a participação de todos os Núcleos da Rede Ecovida de Agroecologia. Seu conteúdo é resultante de acúmulos político organizacionais históricos em construção junto à inúmeras famílias agricultoras e de trabalhadores(as) urbanos(as), ong’s e Movimentos Sociais do Campo no Sul do Brasil. É chamado de Caderno de Formação por ser instrumento para a continuidade dos estudos e sistematizações dos temas nele contidos.

Caderno Certificação Participativa de Produtos Ecológicos

Aqui descrevemos os princípios e os fundamentos da Certificação Participativa, quais os passos para se obter o selo Ecovida e quais são as normas de conduta e produção que os membros da Rede Ecovida se propõe a seguir.

Manual de Extrativismo Sustentável

Este manual apresenta as normas da Rede Ecovida de Agroecologia para a prática do extrativismo sustentável. Buscamos descrever aqui os procedimentos necessários para as famílias e grupos que praticam o extrativismo poderem utilizar a marca do extrativismo sustentável da Rede Ecovida em seus produtos.

Documentos para a certificação de orgânicos

Documentos elaborados em 2010 no momento do credenciamento da Rede ao Ministério da Agricultura, e recentemente atualizados.

Sobre certificação participativa orgânica


Cartilha rastreabilidade

Conheça tudo sobre um dos principais procedimentos para a comercialização de alimentos vegetais.

Sistema Participativo de Garantia

O conteúdo aqui apresentado é, basicamente, fruto do trabalho coletivo de agricultores, agricultoras, técnicos e técnicas dos Núcleos Serra e Litoral Solidário da Rede Ecovida de Agroecologia, a partir de atividades realizadas em maio e junho de 2014. Também incluímos as inúmeras dúvidas que têm surgido quando das visitas da assembleias dos dois Núcleos

Sistemas Participativos de Garantia no Brasil

O conteúdo aqui apresentado é, basicamente, traz informações sobre o surgimento e funcionamento de diversos SPGs do país, contato em forma de hitória.

Livro - Dez anos fortalecendo SPGs na América Latina

Confiança, participação e diálogo de saberes: estes são alguns dos princípios que regem os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) uma metodologia de avaliação e garantia da qualidade orgânica dos alimentos, onde os próprios agricultores e agricultoras são responsáveis por certificar sua produção e de seus pares. Buscando compartilhar experiências de certificação participativa em diferentes contextos, o Cepagro reuniu no livro Dez anos fortalecendo SPGs na América Latina alguns dos SPGs que surgiram e se fortaleceram nos últimos anos a partir do projeto “Saberes na Prática em Rede”, coordenado pelo Cepagro com apoio da Fundação Interamericana (IAF)


Documentos síntese de eventos sobre SPGs


1. Seminário Internacional sobre Certificação Orgânica Alternativa - Carta de Torres - 2004

Mais de 20 países se fizeram representar neste Seminário. Organizados em grupos de discussão, os participantes debateram os pontos em comum dos seus diferentes formatos e métodos para garantir a credibilidade do produto orgânico e desafios a superar para conferir maior legitimidade a estes mesmos métodos.

2. Seminário Latino-Americano sobre Sistema Participativo de Garantia - SPG - Carta de Antônio Prado - 2007

Desde su origen, la Agricultura Orgánica* ha buscado generar sistemas de garantía que puedan dar a conocer al consumidor/a la calidad de sus productos y procesos. Estos sistemas de garantía de la calidad orgánica surgieron como iniciativa de los propios agricultores para diferenciar el fruto de su trabajo con una marca que los identificase. Con el tiempo, éstos fueron transformándose en un intrincado mecanismo que involucra leyes, normas, acreditaciones, inspecciones, contratos, certificados, sellos y aún más, fuertes intereses comerciales ajenos al productor orgánico

8. Seminário Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - Tarapoto - 2023

Mais um seminário realizado para avançar com os trabalhos dos SPGs a nível Latino-Americano. Se falou sobre os antigos e novos desafios na longa caminhada de quase 20 anos.

Nesta carta se destacou a presença das mulheres, e se afirmou o compromisso dos SPGs no combate à todo tipo de violência.

Documentos do Fórum Latino-Americano de SPGs


3. Carta de princípios do Fórum Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - Antônio Prado - 2009

El FORO LATINOAMERICANO DE SISTEMAS PARTICIPATIVOS DE GARANTÍA ha sido creado en noviembre del 2009 en Antônio Prado – RS - Brasil, con el objetivo de ser un espacio de intercambio político y técnico entre los sistemas participativos de garantía existentes en el continente, buscando también su mutuo reconocimiento y su visibilidad frente a la sociedad.

4. Carta do II Fórum Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - La Paz - 2011

Este foi o III FORO LATINO-AMERICANO DE SISTEMAS PARTICIPATIVOS DE GARANTIA que foi realizado Bolívia em 2011. Neste evento se reafirmou que um dos motivos que nos estimula a trabalhar com os Sistemas Participativos de Garantia é criar mecanismos para respeitar que quem produz de maneira ecológica tenha o direito de ser reconhecido como tal. E além do reconhecimento dos SPGs, o que se quer é que eles sejam vistos como um instrumento para o fomento da agricultura ecológica e não apenas como um mecanismo de garantia sujeito a controle.

5. Carta do III Fórum Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - Quito - 2015

Foi feita uma análise dos SPGs a luz dos princípios estabelecidos no 1º fórum, e um continuar no comprometimento em avançar com eles.

A revisão de pares e as visitas cruzadas seguem sendo o coração dos SPGs, e além de gerar credibilidade, os SPGs são um espaço de intercâmbio e trocas de conhecimentos/saberes e de fortalecimento da agroecologia.

6. Carta do IV Fórum Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - Piura - 2018

Foi feita uma análise dos SPGs a luz dos princípios estabelecidos no 1º fórum, e um continuar no comprometimento em avançar com eles.

A revisão de pares e as visitas cruzadas seguem sendo o coração dos SPGs, e além de gerar credibilidade, os SPGs são um espaço de intercâmbio e trocas de conhecimentos/saberes e de fortalecimento da agroecologia.

7. Carta do V Fórum Latino-Americano de Sistemas Participativos de Garantia - SPGs - Reunião Virtual - 2021

Realizado durante a pandemia, o Fórum Latino-Americano de SPGs seguiu firme e reafirmou seu compromisso com a carta da princípios.

Houve a participação de novos países como como Malasia e Tanzania.

Movimentos sociais


Os novos movimentos globais e a condição de 'ser em Rede'

O nosso dia a dia é um emaranhado de redes: redes de internet, redes de supermercado, redes de lojas, rede bancária, e assim por diante. A sociedade é uma grande rede composta de um emaranhado de inúmeras redes. Com a globalização o mundo capitalista se torna uma grande rede econômica e mercadológica e influenciando fortemente as condições políticas, sociais e culturais dos povos.

Biblioteca sugerida


Guia Prático para Produção de Sementes de Hortaliças

O Guia Prático para Produção de Sementes de Hortaliças é uma profunda síntese do conhecimento de anos de estudos do pesquisador Vladimir Moreira e do conhecimento empírico da Comunidade-Luz Figueira, que em sintonia e parceria construíram esta obra com a principal finalidade de contribuir com todos que desejam realizar uma produção de sementes de forma organizada, segura, eficiente e com excelentes resultados.

Esta obra tem como objetivo ser um emulador de ações que busca oferecer, de forma descomplicada, técnicas e conhecimentos que possam indicar uma possibilidade de operar, com um sentido novo e renovado, a prática da agricultura ecológica, sustentável, ambiental e social, resgatando princípios ancestrais e promovendo, assim, um impulso transformador no cultivo da terra.

Fundamentada em uma perspectiva crítica e coerente com princípios acadêmicos, a partir da práxis de anos de pesquisa, esta obra é um guia completo, pois apresenta informações desde a legislação que regulamenta a produção de sementes no Brasil até a forma mais adequada de armazená-las, contemplando as principais necessidades de agricultores e extensionistas rurais que atuam na produção de sementes e de hortaliças.

Sistema de Plantio Direto de Hortaliças: Método de transição para um novo modo de produção

Iniciado ao final da década de 1990, na região do Contestado em Santa Catarina, o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) foi caracterizado, à época, como um movimento técnico, revestido de forte cunho político-pedagógico. Esse movimento refundou a base teórica de como implementar tecnicamente a pedagogia de transição de um sistema de cultivo de hortaliças, tradicional e falido, para uma condição agroecológica. Em última análise, o SPDH visava criar alternativas à grave situação em que se encontrava a agricultura familiar nos moldes convencionais. O forte e positivo desempenho desse sistema teve marcante trajetória não só em Santa Catarina, mas em todo o Brasil. Cresceu organizacionalmente e traduziu-se em pleno poder popular de enfrentamento ao vigente modelo agroquímico-industrial. Esse sistema se diferencia do modelo tradicional de cultivo de hortaliças, devido à qualificação teórica e prática de sujeitos envolvidos na produção, baseada, fundamentalmente, no conceito de redução substancial até a eliminação do uso de agroquímicos visando a promoção da SAÚDE de planta e, consequentemente, obtenção de SAÚDE do solo e da água. Esse livro é constituído por cinco seções que indicam os seguintes assuntos: Eixos político-pedagógico e técnico-científico; Promoção da saúde do solo; Promoção da saúde de planta; Preparando o ambiente para o cultivo das plantas e Cultivando plantas. A abordagem dos temas é nova quando comparada a que já existe em termos de conceitos de produção de hortaliças e, ao mesmo tempo, é técnica e científica. Seguramente, é um avanço e continuará construindo um sistema produtivo saudável e viável social e economicamente.

Livros, histórias e artigos de Laércio Meirelles

Aqui nestes livros vamos ter acesso às várias histórias de agricultores e agricultoras que fazem parte da Rede Ecovia, muitas das famílias que estiveram desde o início do surgimento da Rede.

Também é possível ter acesso aos outros livros e artigos, além de ser possível fazer comentários.

Livros de Ana Maria Primavesi

Os links acima nos levam para o site da Primavesi, onde inclusive é possível ver outros temas, como as curiosidades, acervo, blog e contato direto.

Agrotóxicos e colonialismo químico

O livro aborda o impacto devastador do uso massivo de agrotóxicos no Brasil, destacando como ele afeta desproporcionalmente mulheres, crianças, indígenas e camponeses que vivem próximos a áreas de cultivo de commodities. O Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos, utilizando mais de 700 mil toneladas por ano, o que contamina a água, os alimentos e o meio ambiente. O livro compila dados alarmantes sobre os efeitos dessas substâncias na saúde humana e na natureza, relacionando-os à globalização da agricultura, à concentração fundiária e ao domínio do agronegócio no país. A obra critica a transformação da produção agrícola, que deixou de ser sinônimo de produção de alimentos, e propõe a agroecologia como solução.

O texto também reflete sobre a expansão do sistema agroalimentar global, questionando por que cultivos que não alimentam, como a soja, continuam a crescer, apoiados por uma narrativa falsa de combate à fome. A soja é apresentada como um símbolo do agronegócio, unindo diferentes atores sociais e econômicos em uma cadeia de exploração e destruição ambiental. O colonialismo químico é denunciado como uma forma de dominação, onde venenos proibidos na Europa são exportados para o Brasil, afetando comunidades tradicionais, biodiversidade e culturas locais. A autora, Larissa Bombardi, também aborda a perseguição à cultura camponesa, especialmente às mulheres, e defende os conhecimentos tradicionais como uma esperança contra o capitalismo predatório.